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Era só mais um dia normal, mais um 30 de dezembro de um ano qualquer, pelo ar ainda haviam as mesmas expectativas, meu coração ainda desejava o mesmo sonho embora dessa vez estivesse certo do que fazer. As horas corriam e eu ainda lutava pra guardar todas as lembranças em algum lugar que não se fizessem tão presente.
Era o fim do ano, o tempo das promessas, da mudança, e eu ainda permanecia com o passado tão presente e o adeus tão próximo. Buscava uma última chance, ainda desejava sentir pela última vez que fosse o gosto do seu beijo, o calor do seu abraço, a doçura da sua voz.
Olhava as minhas e as suas fotos com a certeza de que deveria ser a última vez que essa obsessão faria parte de mim, era o primeiro 30 de dezembro depois de algum tempo sem você. Tudo havia mudado tanto, e eu ainda seguia seus passos por onde quer que você estivesse.
Nem as palavras que tantas vezes foram meu refugio acolheram minha alma nesse vazio que invadiu meu peito e criou uma lacuna na minha vida. Sentirei sua falta, disso eu tenho uma certeza imensa, sei o quanto será difícil não ir ao seu encontro quando me chamar, mas eu não sei viver de metades, preciso de tudo ao extremo e você não pode entregar tudo que tem a mim.
Esse meu amor sempre me veio com dor e por isso parto sem olhar pra trás, sem me sentir covarde, pois lutei e entreguei tudo que havia em mim. “Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.”, e hoje vou ao encontro dos sonhos que não se cumprirão com você.
Que sigamos nossos caminhos, certos de que nem sempre serão os melhores mais com uma coragem imensa de nunca desistir. Desejo que um dia quando puder enxergar melhor o seu passado possa entender o que representou pra mim.
O novo ano começa e dele eu aproveitarei os dias muito mais pra sorrir do que pra chorar, pra encontrar um novo alguém que ocupe minha mente e meu coração com toda a força que você já ocupou.
“A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."



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