quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

30 de Dezembro





Era só mais um dia normal, mais um 30 de dezembro de um ano qualquer, pelo ar ainda haviam as mesmas expectativas, meu coração ainda desejava o mesmo sonho embora dessa vez estivesse certo do que fazer. As horas corriam e eu ainda lutava pra guardar todas as lembranças em algum lugar que não se fizessem tão presente.

Era o fim do ano, o tempo das promessas, da mudança, e eu ainda permanecia com o passado tão presente e o adeus tão próximo. Buscava uma última chance, ainda desejava sentir pela última vez que fosse o gosto do seu beijo, o calor do seu abraço, a doçura da sua voz.

Olhava as minhas e as suas fotos com a certeza de que deveria ser a última vez que essa obsessão faria parte de mim, era o primeiro 30 de dezembro depois de algum tempo sem você. Tudo havia mudado tanto, e eu ainda seguia seus passos por onde quer que você estivesse.

Nem as palavras que tantas vezes foram meu refugio acolheram minha alma nesse vazio que invadiu meu peito e criou uma lacuna na minha vida. Sentirei sua falta, disso eu tenho uma certeza imensa, sei o quanto será difícil não ir ao seu encontro quando me chamar, mas eu não sei viver de metades, preciso de tudo ao extremo e você não pode entregar tudo que tem a mim.

Esse meu amor sempre me veio com dor e por isso parto sem olhar pra trás, sem me sentir covarde, pois lutei e entreguei tudo que havia em mim. “Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.”, e hoje vou ao encontro dos sonhos que não se cumprirão com você.

Que sigamos nossos caminhos, certos de que nem sempre serão os melhores mais com uma coragem imensa de nunca desistir. Desejo que um dia quando puder enxergar melhor o seu passado possa entender o que representou pra mim.

O novo ano começa e dele eu aproveitarei os dias muito mais pra sorrir do que pra chorar, pra encontrar um novo alguém que ocupe minha mente e meu coração com toda a força que você já ocupou.




“A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ao meu ano...



Lento como os ponteiros do relógio quando estamos à espera, forte como o vento, rápido como as batidas de um coração apaixonado, assim se passou esse ano pra mim, cheio de descobertas...


Descobri que nenhum elo é inquebrável, que nenhuma distância é razão pra “adeus”, que nenhum sonho é impossível, que todos os limites podem ser superados, que você suporta muito mais do que imagina, que até mesmo o amor tem seu limite de esperas, que ser feliz depende muito mais de você do que dos outros, que fazer o certo na maioria das vezes é o mais difícil, que tempo se cria, que o perdão é o gesto mais nobre do mundo, que uma nova amizade pode mudar seu ponto de vista mais do que qualquer outra coisa, que quando muito se espera as coisas demoram mais, que as maiores aventuras da vida são aquelas que acontecem quando você estava distraído, que você se torna muito melhor quando para de querer agradar o mundo, que perfeição não existe, que cada dia é uma nova descoberta, que o menor dos detalhes são aqueles que ocupam a maior parte de suas lembranças, que antes de tentar desistir é quase que proibido, que amar é um grande desafio, que inveja é seu pior inimigo, que ciúmes pode acabar com a beleza de qualquer momento, que sua família é seu maior bem, que o incomum não significa que seja ruim, que a solidão te sufoca, que a incompreensão te mata, que seguir em frente é o único caminho, que quem muito diz pouco faz, que diferenças não são impossíveis de se acertarem, que uma música é um bem completamente necessário, que um abraço é o abrigo do medo, que um beijo é a confirmação do desejo, que um sorriso sim é o compreender das palavras, que tudo que fazemos volta pra nós mesmos, que você é o único capaz de mudar seu próprio universo, que é sempre preciso se ter um refugio pra onde correr quando o mundo perde o sentido, que todo mundo tem algo pra te ensinar, que a auto estima é a sua melhor arma, que o egoísmo move o mundo embora haja tantos em prol de um bem comum, que a paixão nos deixa cego, que o amor nos transforma, que não existe nada como um dia após o outro, que pra toda dor existe uma recompensa, que abandonar um passado as vezes é a única maneira de se alcançar o futuro que te espera.

Ao meu ano que passou guardo as lembranças, os sentimentos que senti, os aprendizados que tive, os medos que pareceram insuperáveis, as conquistas, as pessoas, guardo tudo onde ninguém mais no mundo tem o poder de tocar. Hoje mais certa de mim mesma, mais cheia de bagagem pra carregar eu me disponho a mudança, a amar de novo, a ver a vida de uma outra maneira, e o que ficou, apenas ficou perdido no tempo, no meu coração.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ao meu encontro...





É só no caminhar que me encontro, nas superações que vivencio, nas dores que escondo em sorrisos que saem quase que sinceramente. São nos doces gestos que me acolho, nos abraços que me refúgio, são nas lágrimas que caem que descubro as minhas maiores fraquezas. Sou tão complexa como todo mundo, talvez seja exatamente por isso que só me descubro no menor dos detalhes.

Tenho tão pouco tempo pra organizar os fatos, pra dedicar só a mim mesma, que vou juntando os problemas em meio à bagunça que se estende e se prolonga. Onde se perdeu o “eu”? Mais uma luta incessante pro amanhã tornar o hoje mais aceitável, pra levar as incertezas enquanto somo outros a lista de pendências a serem resolvidas.

Onde se encontra a paz que minha alma procura, onde se encontra a exceção que quero me tornar pra alguém. Cheia de conselhos e ajudas sempre tão prontificadas, e me sufoco na própria dor que ninguém enxerga, sinto-me cobrindo as ausências, o porto seguro quando o mundo desaba, mas quero ser o risco, o medo de perder e não a certeza de se possuir pra sempre, sem grandes esforços.

Acredito na força do tempo como a maior verdade do mundo, ele leva ele trás, ele faz do hoje a mudança do que ontem foi o meu melhor, o meu maior. O tempo cobre ausências, me mostra de outra maneira os meus próprios sentimentos, os meus próprios egoísmos, e me faz ressurgir me tornando cada vez mais capaz.

Tenho medo de perdas apesar de ter ocasionado tantas, tenho medo da solidão apesar de diversas vezes me senti tão sozinha, tenho medo de fracassos apesar de ter superado milhares, tenho tantas medos e luto contra meus fantasmas ocultos todas as noites. Sigo meu caminho me transformando, aprendendo, errando, me arrependendo, lutando, conquistando e nunca desistindo.

Gosto de seguir filosofias, as minhas e as que peguei emprestado de tantos que admiro. Ando tentando viver um dia de cada vez, perdoar mais do que julgar, não investir em passados sem futuros e amar sem esperar as trocas. Os dias vão passando e novas maneiras de guiá-los vou criando. Escrevo menos, perco mais a cabeça, me afogo no meu próprio silêncio, na minha razão.

Quem me conhece agora me olha diz o que sou pelo que vê e não pelo que sinto, mas não sou apenas o que minhas ações refletem sou uma mistura muito mais profunda de emoções e indecisões, sou o amor que carrego, o desejo que sinto, o pensamento que me consome, o medo que me inibi, a canção que me traduz. Sou um conjunto de coisas que decifrar não seria possível, pois apenas me encontro quando me permito sentir e não apenas seguir.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta feira



A fuga me escorre entre os dedos e sempre que acho que a nova porta se abrirá, vem uma corrente forte e leva com ela todas as minhas esperanças. Parece um círculo onde tudo gira, mas não sai do lugar. Corro pra conhecer o mundo e desabo em meio as minhas escolhas que parecem sempre erradas.

É só um sofrimento sem razão explicada, mas hoje por mais cansada que permaneça a minha alma, ela segue sem olhar pros lados, sem se permitir ser encontrada pelo mundo. Eu não quero que as frases rimem, que as músicas toquem na mesma intensidade, eu quero uma coisa diferente, um chamado pra outro lugar, uma sexta feira sem regras.

Quero não ter obrigações, nem desejos reprimidos. Vou sair de casa, esquecer a prova da segunda feira, viver sem medir consequências, só por hoje. Quero ver o dia amanhecer, quero comer uma barra de chocolate, quero me livrar de todo mundo que me julga, que diz o que tenho que ser o tempo todo.

Vou de encontro a minha uma hora de paz, a minha meia hora de vazio total nesse coração cheio de sentimentos. Vou de encontro à festa perfeita, a pessoa dos meus sonhos, perdida em meio à multidão.

Vou gritar, tomar um banho de mar a luz da lua, e viver só por hoje como se o mundo fosse acabar amanha. Vou me dar uma folga, de mim, da vida, de tudo. Eu sei amanha eu vou realmente pensar, “meu deus, eu desperdicei meu tempo”, mas hoje eu quero acreditar que o transformei no melhor que ele poderia ter sido.

sábado, 7 de novembro de 2009

Razão e emoção




Diante de tantas dúvidas e possibilidades, vivo me perguntando quem eu deveria ser, crio conceitos e quebro conceitos, me ordeno regras e não sigo nenhuma, passei pela fase do “quem sou eu”, descobri que não era nada do que pensava e que era muito do que julgava. Atravessei aquelas crises que ainda se estendem da confusão entre a razão que me habita e a emoção que me consome.

Confesso que perdi o medo de ser o que viesse a minha cabeça, mas no outro dia era como uma bomba se estacionando em minha consciência me dizendo que eu estava estragando tudo de novo. E que medo é esse do erro, dos fatos incertos, na vida tudo é um risco e é plenamente necessário corrê-los.

Gosto da liberdade de fazer o que tenho vontade e não do que me impõem, gosto de novidade, vivo de momentos, mas ando com tanto medo de falhar, de dar o passo errado e perder meus objetivos de vista, cheia de escolhas a tomar e vivo fugindo de um resultado final.

Me encontro em frases de livros, em filmes, em pessoas e me pergunto se sou a mistura do que vejo ou o reflexo do que sinto. Nem sei mas o que enxergo no espelho, as vezes bate aquela confiança em mim e as vezes me sinto como uma formiga andando despercebida enquanto a vida segue sem minha interferência.

Me afogo em emoções, em sentimentos, em canções que considero minhas, fujo durante todo o dia da realidade que me incomoda e continua dormindo pensando se agi certo e acordo e me esforço pra esquecer as ações infundadas que tanto tomo.

Escrevo porque aqui meu coração sabe a razão que deveria seguir, sabe exatamente pra onde deveria ir, mas continua confuso porque nem sempre o que devo fazer me traz felicidade imediata, demora encontrar o caminho certo e completo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tempo








É só um tempo de tudo, um intervalo, pra colocar a cabeça no lugar, pra ouvir um pouco mais minha razão do que meus desejos, pra escutar aquela voz que diz: “não faz isso”, e que você recusa seguir quase sempre, pra criar uma nova esperança e aceitar que as velhas já perderam o sentido. Uma pausa pra refletir em tudo o que aconteceu até aqui e decidir pra onde eu irei a partir de agora.

Tem sempre o tempo onde a vida corre e onde a vida para, onde eu sinto tudo e onde as minhas memórias querem permanecer por mais alguns segundos, inertes. Existe sempre o tempo onde vejo melhoras, onde esperanças se renovam e eu volto a acreditar em tudo, e existe o tempo onde dói saber que é necessário o adeus.

Há tempo de partir, de mudar os caminhos, de mudar você mesmo, de crescer, de olhar de novo o que somos e descobrimos o que precisamos nos tornar. Só quero um tempo, um tempo de mim, um tempo de você, um tempo das minhas culpas, dos meus erros, um tempo pra curar as saudades, para apagar as partidas, para completar o vazio.

Preciso de um tempo, pra conseguir fazer uma reviravolta interna, pra destruir fantasmas, pra colorir páginas vazias, um tempo pra jogar tudo pro ar, pra não ter que pensar em nada, pra me livrar de sentimentos antigos, pra criar prioridades, pra encontrar felicidade. Um tempo onde eu não sinta tantas cobranças de que tipo de pessoa eu deveria ser, onde eu posso ser o que eu quiser.

A vida vai passando e mesmo que eu queira que o mundo me espere, ele não vai. Enquanto tudo corre por fora dos muros que eu tento erguer sempre que necessário, o tudo que me esforço para me esconder ainda esta lá, me esperando, e meu tempo não ira curá-lo, ele vai me dar forças pra que eu possa enfrentá-lo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ela...


Ela ainda vive tentando curar carências, ainda vive na sua trilha de incertezas, ainda sente a dúvida lhe corroendo a cada escolha. Ela ainda segue procurando o melhor de tudo, sempre cria expectativas, por mais que saiba que são sempre essas que lhe abandonam no mar de suas decepções. Ela ainda gosta do colorido, por mais que suas páginas andem tão pretas. Ela não nasceu pra abandonar objetivos, pra desistir, ela luta, enlouquece, tenta tudo até o fim sempre, e demora a aceitar um não como resposta.

Ela sabe o poder que tem, porém anda tão cansada desses testes a todo tempo. Dessas provas de sua irresistibilidade. Ela sempre sonha, se diz desacreditada, mas sempre se pendura por um fio nos seus contos de fadas. Ela correu muito atrás do que fugiu dela incessantemente, mas hoje ela passou do seu limite de rejeições, de repente descobriu que não se precisa de muito pra ser feliz.

Ela sofre sim, chora madrugadas inteiras, implora milhares de coisas a deus e agradece loucamente quando ele a escuta. Ela também sorri , e muito, criança, alegre, divertida, tem uma capacidade enorme de mudar as coisas, de tentar de novo. Ela abraça o mundo, adora conhecer, e adora quem tem o poder de mexer com ela, de ocupar um pedacinho de seus pensamentos, porque ela sabe o quão difícil é essa tarefa.

Ela pode não ser sempre o centro das atenções, mas no fim das contas é a parte que liga tudo, e ela gosta disso. Nem louca demais, nem inconseqüente, já passou de suas fases de impulsividades constantes, hoje ela gosta mais do calmo, de olhar por onde pisa. Gosta de organizar os fatos, de estabilizar horizontes, mas sempre que planeja o mundo muda de forma ao seu redor.

Já amou muito, já teve fases de completo vazio, já levou milhares de porradas da vida, pensou que cairia em muitas delas e que dessa vez não aguentaria mais, e levantou de novo, ressurgiu como sempre faz. Se posso resumi-la em palavras diria que ela é doce como mel quando merecido, e muitas vezes quando não, mas é forte como uma rocha quando necessário.



"All I want is for you to say
Why dont you just take me
Where I've never been before"

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Thaisa Schelles
Alguém em busca do melhor, que procura realizar todos os seus desejos, e definitivamente não aceita um não como resposta. Sonha sem os pés no chão.Apaixonada por toda e qualquer aventura. Transparente por essência, e confiante que dias melhores sempre virão.
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